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Artigo: Por que não um CEO mulher? (2007)

  • Foto do escritor: Alexis Novellino
    Alexis Novellino
  • 23 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de mar.

Por Alexis Novellino


Em 2007, os dados da minha pesquisa com 220 empresas familiares brasileiras revelaram algo que, na época, me surpreendeu: apenas 6% delas tinham uma mulher no posto mais alto de comando. Escrevi este artigo tentando entender por quê.

Quase duas décadas depois, o número cresceu — mas menos do que se esperaria. E o caminho que uma mulher precisa percorrer para chegar ao topo de uma empresa familiar continua sendo diferente, e em geral mais árduo, do que o dos seus irmãos. Vale a leitura.

As mulheres estudam mais, se comunicam melhor, são mais pacientes, detalhistas e perseverantes. Há quem diga que, à frente de equipes e empresas, elas seriam mais flexíveis, dinâmicas e objetivas que seus colegas do sexo oposto. Ainda ganham menos que os homens, mas a diferença vem caindo ano após ano.


Mesmo com todas essas qualidades, uma pesquisa inédita que liderei, envolvendo 220 médias e grandes empresas familiares brasileiras, constatou que apenas 6% dessas companhias contam com mulheres em seu posto mais alto de comando.

O resultado foi surpreendente pois, as últimas pesquisas sobre o tema, nas empresas em geral, mostravam uma crescente participação da mulher nos cargos de chefia. Não esperava um índice tão baixo nas empresas familiares.


O fato de as mulheres, até muito recentemente, terem uma educação focada na maternidade e casamento é um dos principais motivos do número diminuto apontado na pesquisa. A ‘abertura do mercado’ para as executivas só começou a ganhar força nos anos 90, afetando de maneira significativa, somente as mulheres que hoje tem menos de 40 anos de idade.


A baixa rotatividade no cargo de presidente das empresas familiares brasileiras e a incomum contratação de profissionais externos para o preenchimento do cargo dificultam ainda mais a entrada das mulheres no alto comando. Com isso, as ‘janelas de oportunidade’ para sucessão do cargo ocorrem somente uma vez a cada geração. E como, segundo a pesquisa, 2/3 dos presidentes das empresas familiares brasileiras possuem mais de 50 anos, a geração atual no poder é aquela que entrou na empresa da família antes dos anos 90, data de abertura do mercado para as mulheres em geral, mas não para as familiares.


Realizada entre janeiro e dezembro de 2006 em parceria com o Data UFF - Instituto de pesquisas ligado a Universidade Federal Fluminense, a pesquisa, liderada por Alexis Novellino, financiada pela minha consultoria, a PROSPERARE, teve como objetivo traçar o perfil das médias e grandes empresas familiares brasileiras e identificar seu estágio de preparação para prosperar no longo prazo. O estudo pode ser consultado na íntegra, em PDF, no link abaixo. Pesquisa também disponível em inglês e espanhol.


 
 

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